Conheça a SMU, uma das empresas pioneiras em Equity Crowdfunding no Brasil

Grão, 21 de setembro de 2021

Amanda Tucci

Rodrigo Carneiro, Diego Perez, Fábio Silva e Fernando Patucci, os quatro fundadores da SMU, se conheceram durante a época da escola. Anos mais tarde, enquanto cada um deles construia a carreira em sua área de formação, eles decidiram juntar as expertises e criar um modelo de negócio arrojado e inovador. Inspirando-se em uma empresa holandesa, o quarteto de empreendedores resolveu importar uma ideia que até então não havia sido explorada no Brasil: o equity crowdfunding. A prática funciona como uma forma de captação de recursos para startups, podendo ser comparada a uma prática de um mini IPO (oferta pública inicial), por meio da qual o investidor compraria ações primárias da empresa injetando capital nela. 

A princípio eles começaram um processo de negociação durante o qual eles pretendiam se tornar uma espécie de filial brasileira da empresa holandesa Symbid, uma plataforma que permite e intermedeia o equity crowdfunding. Entretanto, as adaptações necessárias seriam tão numerosas, visto a grande diferença entre os dois mercados e suas respectivas regulamentações, que seria mais simples criar uma empresa nova em solo brasileiro feita exclusivamente para atender o mercado daqui. Assim nascia, em meados de 2013, a Start Me Up, atual SMU Investimentos. 

Após a concepção da ideia e o lançamento da empresa veio a parte mais difícil: ajustar o modelo de negócio à regulamentação brasileira, visto que como não havia outras empresas similares no país. Tentando abrir um espaço para tornar o negócio possível, eles resolveram levar a ideia ao órgão regulamentador, a CVM, que ajudou dando-lhes o “caminho das pedras” para que eles pudessem começar a operar. E assim fizeram até meados de 2018, quando a regulamentação por eles seguida, que regula processos de IPO, começou a se tornar um entrave e não muito prática, apresentando morosidade ao funcionamento das operações da empresa. 

Para resolver o problema eles se juntaram a outras empresas de equity crowdfunding e criaram a Associação Brasileira de Crowdfunding de Investimento. Por meio dela, eles recomeçaram uma série de negociações com a CVM  que culminaram na criação de uma regulamentação totalmente nova e específica à prática da empresa o que, segundo Rodrigo Carneiro, foi uma das maiores conquistas da SMU e o que mudou definitivamente a história da empresa. 

A SMU nasceu a partir de investimentos proprietários dos cofundadores em um formato bootstrap, prática que incentiva o reinvestimento de todos os recursos adquiridos pelo negócio visando ao crescimento deste. Já em 2015, após dois anos de existência, a empresa estava pronta para passar por uma primeira rodada de investimentos externos, da qual a Grão participou. Outras duas rodadas aconteceram entre 2017 e 2018, antes da entrada de um investidor estratégico em 2020. 

Hoje a SMU Investimentos continua em pleno crescimento, liderando a inovação no mercado de crowdfunding de investimentos. Possui produtos de investimentos e educacionais para pessoas físicas, empreendedores, investidores líderes como fundos, family offices e private e está se preparando para a criação de uma bolsa de startups. O resultado de seu sucesso pode ser medido com a série de exits (retorno de investimento aos investidores) que começaram a aparecer desde 2020.

Como nos conhecemos

As histórias da SMU e da Grão se cruzaram quando as duas empresas ainda estavam dando os primeiros passos, por meio da amizade entre Diego Perez, co-fundador da SMU, e João Pedro, fundador da Grão. Os dois trabalhavam juntos em um escritório de advocacia e trocaram muitas ideias já naquela época a respeito de possíveis oportunidades nas áreas de inovação e tecnologia. Em 2015, quando a SMU abriu a primeira rodada de investimentos, o João Pedro, que estava começando os trabalhos na Grão, demonstrou interesse em investir e desde então as duas empresas seguiram conectadas. “A Grão nos auxilia muito, e não só com investimentos. Um dos pontos mais fortes da sua contribuição é na busca por novas oportunidades de startups que querem receber investimentos. Além disso, quando eu preciso procurar novas ferramentas de gestão para reestruturação interna ou automatização de processos, as primeiras pessoas que eu procuro são o pessoal da Grão. Nós estamos sempre em contato, ajudando uns aos outros”, diz Diego Perez.